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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Fatias que ficam na memória.

             Viver é uma senhora peleja, ter coragem de enfrentar o escuro saber chutar os lixo com pés de luva e meias nas mãos. É assim que vive uma certa escala da sociedade. Aponto nos dedos a relação de líderes carismáticos e populares. Ta difícil. No nosso país Lula foi o último líder de massa.
              Mas não é de líderes nem da democracia que me refiro e pode, já que vivemos como num acordo entre pessoas e com cuidado para não falar o que elas não querem ouvir. Pense! Que assistir a sociedade falar de igualdade, seguir a constituição...Será! Sabemos que não seguem, tentam e o restante quando é preciso tem que ser na marra. As condições de atrair, mobilizar, inspirar tá muito difícil nos tempos de hoje para uns, outros não. Já ouvi alguém falar: eu leio a bíblia e sigo a alguns artigos da constituição. Estar muito bom... a bíblia para me ajudar a aguentar a vida e a constituição para saber dos meus direitos. Direitos...Deveres não!..  Deveres deixo para quem é rico.
                 Barbaridade! Ouvir tamanho besteira é mesmo que acender um candieiro no vento e se olhar no espelho em noites de relâmpagos e trovões, os cabelos estão  arrepiados, você olha para a janela  a chuva batendo e o clarão no ar, mesmo assim se sente meus ouvidos quando recebe tamanhas asneiras. Pena, medo... Pena! O mundo é tão belo para tá ouvindo absurdos. Medo porque pessoas assim me assusta, mostra que não está vivendo, está passando pela a vida.
                 Me lembrei da corda de caranguejo que minha madrinha comprou num dia de sábado para fazer um ensopado no domingo, foi trabalhar, dar plantão num hospital, sabe que a vida de médico não é fácil. Me deixou tomando conta dos dois filhos dela, dormíamos todos juntos em um só quarto quando de repente escutamos uns barulhos, eu e os meninos deitamos no chão e fomos olhar por debaixo da porta para vê se víamos alguma coisa, quando encostei meu  rosto no chão senti alguma coisa de ponta passar bem na minha orelha. Que medo! Fiquei sem fala. Como o telefone era dentro do quarto a filha dela ligou para a polícia, nisto me recuperei rápido e ela fazia gesto para que eu não gritasse,  ficamos todos agarradinhos até chegar os polícias. Chamaram, chamaram... e disseram não tem ninguém ai não. Com muita luta abri a porta do quarto... Vi que os caranguejo tinha se soltado da corda e estava em toda parte da casa. Abrir a porta, falei com os polícias,  pedi desculpa. A coisa de ponta que passou na minha orelha foi a pata de um dos caranguejos. Foi outro problema para pegar os caranguejos.
                  O grasnar a noite que ainda era cedo foi feito só pelos caranguejos.Naquela época meninos dormiam cedo; a filha da minha madrinha tinha 12 anos, eu tinha 14 o menino tinha 11 éramos obediente, seguíamos ordens e eu como mais velha tinha que ter responsabilidade. Com este relato quero falar que desde de cedo devemos saber o que são deveres e direitos. Será que só temos direitos para receber? E nossos deveres!  Sempre achei que direitos só deve ser recebidos quando somos assíduos a aos nossos deveres.
               
                 
                 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Nunca Googledependência

                    Milhares de frequentadores de blog os mais movimentados. O meu não se enquadra neste rol dos mais lidos. Isto não é incomodo...É claro que gostaria que o meu fosse record de leituras. É difícil já que temos que estimular o público e fazer entender que ler é necessário. Vejo-me com mãos distinta e produzindo textos.  Uns acha que não tem oscilações de qualidade. Mas isto não me impede que minha cabeça brilhe sobre os assuntos que abordo em meus textos.
                   Vivo em um país rico com grandes escritores e muitos no anonimato. A internet nos proporciona este privilégio de escrever para um público intelectual em movimento ao aconchego de um descanso e relaxamento com belos textos.
                    Sou uma pensadora sem patrões e sem eixos junto todas as versões, os textos nos uni a um universo de liberdade ideológica de escrever, descercar os texto desde a carcaça até seu esqueleto.
                    Belo escrever para um público moderno o mundo dos micreiros, era imbatível este mundo  nobre de blogs, e-book , mas nem pense que isto despreza a independência intelectual, ainda temos que nos deitar a noite e a cabeceira um bom livro. Dom Casmurro, o cortiço, estes livros não pode faltar parece que fica entranhados em nossas veias, quem não gosta do Aluísio Azevedo, Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, entre outros, eu mesmo me delicio lendo Manuel Bandeira, estas misturas de época é que dá sabor. Discordar de algumas ideias atuais, mas sempre lembrar que os tempos mudaram.
                 Com isto acreditar sim! Que não mudou são ás maiúsculas e estaturas das vogais e consoantes.
                 Nem pense que somos googledependentes, ou literatura almanaque. Ainda manejo bem minha biblioteca catalografando meus livros com mãos de luvas e voz poéticas.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Cinquenta Anos Depois

            AS CARTAS QUE NÃO RECEBESTE, AMOR...  Eu irei te mandar aquelas velhas cartas que te escrevi...  não se comparam às "Cartas Chilenas", para Marília de Dirceu escrita por Tomás Antonio Gonzaga. Mas são fortes meu amor...  escrita pela essência, pelo brilho da alma, pela luz da vida, pela ternura da jovialidade louca de um grande amor,  pelos sonhos.
            Amor, o mais belo sentimento é com infinita e doce paixão.
            Não te diria mais nada, estás em meus sonhos, em todos os segundos
            Meu amorzinho, escrevo estas linhas com o coração apertado de dor. Saudades das nossas tardes, hoje mesmo passeei pelos laranjais, lembrei-me dos nossos encontros.
            Olho no espelho e vejo meu semblante triste, vendo os anos passando. Os jardins estão cheio de flores, o cheiro dos jasmins vem aqui dentro. Lá ainda está o balanço que você deixou. Lembra, amorzinho?
            É lua cheia, o terreiro está lindo, as cadeiras já estão a postos, os violeiros estão chegando. O som  da viola está aqui dentro do meu peito, clamando teu nome. Vou, amorzinho, cantar nossas canções.
            Amorzinho, meu amado, meu coração andando.
            Meu belo pássaro, meu sol!
            Os dias vão passando tão depressa, parece até que está na minha dor.
            A noite vem bem escura aqui no sertão como teus divinos olhos. De manhã cedo, o sol bate na porta do meu quarto e eu já estou pensando em você, imaginando o dia da tua chagada. Sei que vens me buscar...  Nem pensar em viver sem ti.
            Amor, meu amorzinho, te espero com a luz do meu viver. Já faz muitos anos que fostes.
            Quando chegas, amor ?  Meu coração se acalma quando escrevo tão puras e singelas linhas.
            Depois de cinquenta anos te entrego as cartas que, por um desencontro dos tempos, não chegou em tuas mãos. Por um acaso, amor, te encontro em um banco de praça. Por favor, amor. Meu grande amor, receba as cartas que nunca saíram de minhas mãos. Ainda te espero porque na vida...   há passados que só adormecem.
       
     


domingo, 15 de junho de 2014

Impressionista Nas Madrugadas.

           Embora tenha dito, com humor, que fiz dentro de mim um jardim para recolher algumas flores para escrever meu céu de estrelas, o mau tempo não me intimida. Sou um mar revolto aprecio diferentes efeitos em minha luz. O poeta é como um cientista relaxa e descobri cada brilho na luz é escravo das idas e vindas dos reflexos que a luz transmite. Quando pouso meus dedos sobre o lápis o efeito se vai, colocando cada palavra, nem pensar em  parar pronta para acabar tão logo, para que os versos não fuja.
Sou como o pintor Monet amava pintar ao ar livre, eu adoro escrever nas madrugadas faço isto como profissão de fé, me centralizo neste imenso mundo autista.
O objetivo de Monet era captar as impressão passageiras e luminosas da atmosfera, mesmo assim me sinto nas madrugadas, me trás  um brilho intenso, os efeitos mais fugazes escrevo vários textos ao mesmo tempo. Sinto-me graciosas, feminina, sutis... pensamentos delicados expressivos é só olhar para o alto e observar as nuvens. A espontaneidade prosseguindo sempre neste caminho, esse clima momentâneo me enriquece me estabelece portanto um paralelismo entre a realidade do interior para o exterior.
        Ás madrugadas me transforma numa percursora da poesia contemporânea. Parece até que sou do tempo do impressionismo as árvores me inspira e a floresta me deixa mais solista.
                                    

terça-feira, 3 de junho de 2014

A terra e a Enxada

 Uma vez a enxada disse a terra:
- Você não seria nada sem mim.
- Por que, eu não preciso de ninguém para viver?.
- Não precisa! Você que pensa...
- Se não fosse eu, você era toda cheia de mato, urtiga, matinhos sem futuro, que não dar frutos.
- Faça-me o favor, deixe-me.
- Porque faça-me o favor e deixe-me?
- Não gosto deste seu ar, arrogante, por quê você se acha a última coca-cola do deserto, o último biscoite do pacote.
- Mas! Não é verdade? Eu sou quem cultivo as sementes que planta em você,sou quem fofo a terra para fortificar seu solo, e quando vem aqueles matinhos que te deixa feia, eu sou quem limpo queridinha!
- Não faz mais do que sua obrigação! Afinal  lhe destinaram para isto, para limpar sujeiras, é como a vassoura.
- E você para acumular.
- Por favor me deixe em paz, a senhora não tem o que fazer? Coisinha feia, eu sou toda plana, e você é horrível parece uma tripa, comprida e com uma cabeça feiosa, cortante, se não estiver na mão de uma criatura certinha vira assassina.
- Com certeza sou cortante.
- Sabe por quê?
- Por que palito de virar tripa?
- Porque sou limpa, magrinha e tô na moda.
- Tá bem...Eu sei que sou uma bola, com um poder enorme abrigo tudo, e você é minha serviçal, mesmo que não queira você é obrigada a me deixar forte, bonita, suculenta e viçosa. Tem mais se eu quiser destruo tudo inclusive você coisinha insignificante.
A enxada se retirou aborrecida, foi embora nas costa do seu dono e com ar desprezível. A terra ficou lá sozinha com seu seu narizinho petulante, passou dias e aja a criar mato, urtiga, um capim bem rasteirinho impedindo de respirar, e a enxada passava pra lá e pra cá, não dava nem cartaz para terra.
- Ei, psiu! olha estou criando mato, essas raízes não serve pra nada, elas são plantas que não alimentam,  desgraça nosso solo.
- É... estou vendo, estás feia hein...Mas, se preocupa não, vai chegar o sol e logo essas plantinhas vão morrer e você fica bem.
- Não, a urtiga resiste ao sol e o capim me deixa sem respirar bem, preciso de limpeza, estou sem trato e sem trato fico sem vida.
- É, eu não posso, sou magrinha, sou pau de virar tripa, tenho a cabeça cortante e você estar muito sofridinha não vai aguentar não.
- Venha cuidar de mim.
- Não...Sou magrinha demais, e além do mais estou de férias.
- Venha! Senão quando esquentar eu  vou rachar, abrir uma vala bem grande e enterrar todo os objetos que estiver em cima. E veja bem você precisa bem mais... para pisar, plantar, colher, as raízes das plantas recebe do meu solo o suco que alimenta a seiva delas. Ou você me trata bem eu vou destruir tudo. Eu posso! Eu tenho o poder, não á vida sem mim.
- Então  faremos um pacto...Me peça desculpa, e eu volto a lhe tratar.
- Magrela, você não tem escolha, ou você volta a me tratar, ou eu acabo com tudo.
- Mas nem uma desculpa você vai me pedir?
- Magrela... eu  me movimento, giro, eu tenho poder, o que eu posso fazer é lhe tratar bem...Mas lembre sou mais forte que você, você nunca vai poder comigo.
A enxada saiu pensativa, caladinha e resolveu voltar logo do caminho: Vá que ela se abra mesmo se revolte e resolva acabar com tudo.
- Voltei, vou tratar de você, mas vou lhe dizer...Um pouco de humildade não faz mal a ninguém mesmo com todo esse poder, você também precisa de mim.
- Prometo tratá-la bem, por educação, sutilezas... Lembre-se que sou poderosa e se você não pode lutar contra, se una a mim.
- Lembre-se também que a senhora não vive sem os subalternos.
- É...Seja mesmo uma enxada e não uma inchada.
A enxada ficou caladinha, cumpriu seu destino...Arar a terra, e se uniu a ela, já que nada podia fazer.


Obs. Falar dos poderosos é risco, se não pode com eles o melhor é se unir.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

PILUQUINHO

          PILUQUINHO E SUA AMIGUINHA SANDÁLIA...  Nasceu no Nordeste. Seus pais, moradores de uma  fazenda de 1.500 hectares, altamente produtiva, com irrigação, cuja agricultura cultivada era de abacaxis. Os pais nasceram lá e a lida da roça vinha de família. Trabalhadores direitos, criavam os filhos diferente de como foram criados, estudando...  Os donos da fazenda, boas pessoas. Tratavam seus trabalhadores com muita dignidade.
          Todos os moradores trabalhavam de carteira assinada, tudo certinho, como manda a lei. Na fazenda havia uma escola muito bem equipada, com recreação para as crianças e alfabetização à noite para os adultos...  Na colheita, todos os moradores juntavam as família para ajudar e recebiam a mais. E cada morador tinha cinco hectares de terra para cultivar o plantio que quisesse.
          O comportamento e a comunicação, os embates com o patrão e seus familiares, uma verdadeira harmônia. Mas isso não é comum. De todos os patrões, muitos não estão nem ai para o bem-estar dos trabalhadores. Visam só os lucros, e quando se envolvem com a política, paciência...  Com bom exemplo, você sempre consegue impor as condições sem precisar de tanto argumento já que tudo é feito certinho.
          Nessa história de todos terem cinco hectares de terra, um dos moradores começou a cultivar algodão. Vendia para as fazendas vizinhas e se achou no direito de impor algumas condições, pedindo para diminuir as horas de trabalho. Insinuava para o patrão que cultivar o algodão era mais rendoso. Insistia para comprar os hectares ou os arrendar. O patrão cedia os hectares para plantar enquanto eles são empregados. Isso era uma maneira de agradar para que eles trabalhassem com mais prazer.
          Trabalhar em paz é uma conquista. Ter bons patrões é um prêmio, principalmente quando se trata de trabalhadores agrícolas. Durante muitos anos a fazenda foi conhecida como grande produtora de abacaxis. Tradicional, era conhecida também pela serenidade entre patões e empregados.
          O empregado que cultivava algodão pediu as contas. Não foi novidade para os outros. Dias depois souberam que ele tinha se juntado ao movimento sem terra (MST). Os Pais de Piluquinho ficaram preocupados. Comunicaram ao patrão para que ele tomasse cuidados. Ele não deu importância por se tratar de uma propriedade produtiva.
          Nem sempre estamos livres de ovelhas desgarradas. Quando não vem de dentro, vem de fora, do nada. Quando tudo parece estar na mais completa tranquilidade, a fazenda é invadida por um grupo imenso. Destruíram plantação, botaram tratores por cima das casas dos moradores. Sabiam, exatamente, a hora em que os moradores não estavam em casa. Quando a polícia chegou, tudo já tinha sido tudo destruído. Uma pena...   A plantação de abacaxis pelos ares, os moradores perderam tudo. Os patrões, presos em casa, com sua família, sem poder sair. Presenciar um descontrole desses...   Difícil para as crianças entenderem. Pessoas ensandecidas sem motivo e com direito de destruir a propriedade alheia. Ficaram um mês até a justiça decidir. Nesse período, construíram barracos, o reservatório de alimentos armazenado na fazenda eles tomaram conta, como se fossem donos, tanto usavam como estragavam.
          O dono ganhou a causa por realmente ser uma terra produtiva e por ser uma fazenda conceituada, já que os patrões tinham bom relacionamento com os moradores. A justiça quando quer, é justa. No mesmo dia em que os oficiais de justiça chegaram para tirar os invasores, o morador desgarrado pegou o trator e foi para cima da casa grande, onde o dono estava no momento recebendo os oficiais...   O pai de Piluquinho, junto com os moradores, deram as mãos e foram para a frente do trator. Piluquinho gritou: - Saia papai, ele vai passar por cima!!!  Não deu outra, ele não parou e jogou o trator por cima. Se você percebe que alguém está descontrolado, não duvide do que ele possa fazer. Fique esperto que nem sempre dá para apaziguar a situação. Impulsos, veneta que ocorre até com pessoas equilibradas, tranquilas... É compreensível, mas em uma proporção destas! Piluquinho viu seus pais morrerem, moradores feridos, gente do próprio grupo deles. Ele só parou porque a polícia atirou nos pneus. Tudo isso gerado por ambição, só por ambição...   Sem mais nem menos. Esse morador chegou na fazenda sem nada, como todos os outros, mas achou pouco o que o patrão fazia. Queria mais, queria ser o dono e pessoas ambiciosas é um perigo. São dragões...   Ficar esperto com este tipo de gente é bom...   E manter distância. Se tiver de conviver, ter todo cuidado possível.
          Para Piluquinho, entender tamanha crueldade era difícil. Saber o porque de tanta violência sem motivo...   Os patrões ficaram arrasados, perderam o amigo. O melhor empregado, o braço direito deles. Se sentiram culpados. Não tinham culpa, ele era tão vítima quanto todos. Piluquinho guardou a única lembrança que sobrou de seu pai e que para onde ele ia, levava. A sandália. A sandália tornou-se sua amiga inseparável. Até hoje a guarda como a uma relíquia...   Ficou sendo criado pelos donos da fazenda. Veio para a cidade estudar e seu sonho era ser advogado. Teve todo carinho e boa educação, entrou na Universidade de Direito. Formou-se, advogou por mais de cinco anos, prestou concurso e passou para Promotor de Justiça. Como sempre, o mundo gira. Como Promotor, pegou uma causa de desapropriação de terras. Na audiência, o acusado era um senhor que logo lhe veio as lembranças. As lembrança do seu pai. Lembrava daquele rosto de algum lugar. Por incrível que pareça, o senhor não lhe era estranho...   E sua memória lhe mostrou logo quem era aquele senhor...   Era o mesmo homem que dirigiu o trator e sem piedade o jogou por cima de seus pais e de outros moradores que ficaram paraplégicos por causa dele. Ele estava ali, bem na frente dele. Velho, mas do mesmo jeito, com as mesmas falcatruas, querendo se apossar de terras dos outros. Ele nem sabia que aquele promotor que estava ali escutando suas histórias mentirosas era filho do casal que morreu de mãos dadas defendendo seus patrões. E como tudo não fica impune, um dia a vida apresenta as contas. E ele voltou para a cadeia de onde nunca deveria ter saído.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Da Terra Rachada à California

          ESPEVITADINHA sonhava com sandálias e sapatos. Até então não conhecia a beleza desses objetos. Andava descalça no solo do Sertão, terra rachada...   Queria apenas ter uma sandália de correia. Falava isso com um sorriso largo, inocente.
          Se destacava na caatinga e vales secos dos rios, era parte daquele semi-árido. Cultivada por algo especial, nem parecia ser do polígono da seca. Sabia quais os fenômenos que causavam a seca: temperatura do Oceano Atlântico, el ninõ no pacifico e pouca umidade atmosférica...   Falava:  - Já  andei em um desses braços do Oceano Atlântico. Como??!!!...   Espevitadinha nunca saíra daquele pedaço de torrão!...   E quando se falava que a seca do Nordeste é um problema sócio-político e não do clima, ela comentava com precisão e sabedoria, que o Nordeste tinha solução pra tudo.
          Incrível como nossos conhecimentos são adquiridos com as experiências e os trabalhos. Espevitadinha era inata, falava do semi-árido com sucesso, parecia que estava mesmo vivendo aquelas ideias que no momento saia de sua mente prodígio. Nem ela mesma sabia que era tão especial!
          Falava que sonhava com sandálias bem diferentes. E em um desses sonhos viu uma em seus pés. 
          Ela mesma que fazia suas sandálias com tiras de palhas entrançadas e o solado de borracha velha. Onde encontrava, ninguém sabia. Espevitada era conhecida por todos, morava com uma tia. Sempre estava andando pelo cercado. Estudava na escolinha da fazenda, logo aprendeu ler, seu brinquedo preferido era criar sandálias, conversava sozinha com sua criações.
          Quando a tia faleceu, ela vendeu os animais e foi morar na cidade. Com o pouco de dinheiro que lhe restou, morou na casa de uma família. Fez um curso de fabricar sandálias. Passou a desenvolver suas criações. Ela mesmo vendia. Fez uma boa renda e, como sempre, bem visionária,  mudou-se para a capital e montou uma fábrica de calçados. Distribuía para todo o país. Sempre intuitiva, como já tinha experiencia, resolveu expandir seus negócios para o exterior...   Montou um escritório nos Estados Unidos, objetiva, muito racional em si e por si mesma mudou-se pra lá...   Um dia, passeando no "Central Parque", ao observar o voo dos pássaros, criou um design de uma bolsa masculina, que foi outro sucesso.
          Espevitada passou a ser diva...  Escolheu a California para morar. Um dos maiores centros industriais dos Estados Unidos. Tem casas em Los Angeles, San Diego e São Francisco. Prédios em Sacramento. Casou-se com um inglês, tem dois filhos. Ama a California, suas  montanhas e florestas. Combina com seu o estilo de vida...   Espevitada é uma esperança e um exemplo para os meninos que moram na terra rachada do sertão.
          Nunca duvide, não existe o impossível...   Quando está escrito, não importa o lugar onde nasceu nem as condições...   Você veio e você faz a diferença.
  
           

   

domingo, 18 de maio de 2014

Nasceu Belle.

                     BELLE NASCEU PARA NOSSA ALEGRIA. Um casal que já tinha doze anos de casados, sonhava em ter filhos, como todos, depois de várias tentativas e tratamentos longos resolvera deixar pra lá. Dedicaram-se a vida profissional com mais intensidade, ele sempre foi muito tranquilo ela mais espevitada sempre sonhou em dar de mamar, acordar de madrugada com choro de beber, coisas que ás mulheres sente falta, parece que estar nas entranhas esta loucura boa de ser mãe. Se não for, não é mulher de verdade. É assim que muitas gente pensa.
                     Todos os dias seguiam a mesma rotina trabalho e casa... Há dias vinha mudando ela estava ficando sonolenta, cansada, já não acordava com a mesma força de antes.Sem dar muita importância, tanto ele, como ela, achava que era cansaço do dia a dia, uma rotina de muitos trabalhos sem férias, descanso normais de finais de semana e nem todos os finais de semana: sabe como é comércio... Se você não estiver a frente, não anda. Com estes sintomas nada é mais sensato consultar um médico, como sempre os dois muito interagidos  foram juntos. Diante da anamnesia, com apenas alguns exames pedidos só para constatar a desconfiança do profissional: Gravidez: Grávida! Eu grávida!...Como! Pode ser engano...
                     - Vamos nos aprofundar mais nos exames, diante deles, já iniciar um pré-natal.
A alegria contagiante dos dois estamparam nos rostos, o momento se transformou em felicidades, para quem não estava esperando mais...Como explicar a si mesmo já que no princípio a ideia era inata, explicar que naquele momento tudo mudava, a ideia que no início era tão necessário não veio, quando mais se esperava... E agora estava chegando se ajustando!  É tudo no seu tempo.
                       Sem dúvidas,justamente porque a ideia inata nasce com ás pessoas e como ela estava querendo tanto engravidar sua ansiedade atrapalhou, já diziam os cientista, os seres humanos varia muito de ciclo para ciclo, é como opinião que variam de pessoas para pessoas, mesmo assim é o organismo humano principalmente o sistema reprodutor da mulher que estar ligado diretamente ao cérebro... A força do pensamento, a vontade que não saia da cabeça: parou de pensar, desapegou. Aquela ideia platônica deixou de ser, a razão deixou de dominar seus impulsos, seus sentimentos e suas emoções. Por quê? Porque o cérebro e razão é a parte melhor e superior da alma ou espírito.
                          Esta alegria chegou no tempo permitido pela a força divina. A barriga enorme... Andar, trabalhar ficou mais difícil, muito cuidados nestes momentos. Ela não esperava só um, nem dois bebês...Esperava oito bebês como ela sustentava oito bebês não se sabe...sabe-se que momento se aproximava e estava tenso o coração acelerava de felicidades, medo, só a ajuda do divino preparava o campo para boa hora, ela imensa, tranquila.
                          A primeira que nasceu foi a BELLE, a sempre sonhada, em segunda veio mais três, com um intervalo de meia hora nasceu mais dois, ás horas parecia não passar, os médicos desesperados com a demora dos outros dois, ela tranquila, dando a luz normal, quando toda equipe já se aprontava para tomar outros critérios, os dois apontaram, um empurrando o outro e apressados!  Nasceram saudáveis e muito bem, apenas miudinhos. Também poderiam... oito bebês alguém teria que sair levando vantagens, uns mais gordos e outros mais magrinhos, miudinhos e lindos.
                          É o tempo no tempo certo, um parto com intervalos, dando descanso a parturiente ficar mais forte, ter força para os outros. Os irmãos já se solidarizando. Nasceram todos saudáveis. Os amigos  muito amáveis se reversavam, foi ajuda de todos os lados...
                          Ele comprou uma van, para se locomover melhor, pensa ai carrinhos de bebês,  afinal oito crianças... E quando chegou a época de escola foi um tumulto, imagina ter que se acostumar com essa rotina, tudo tinha mudado e mudado para melhor, sonho realizado, responsabilidade e compromissos firmado em formar bons cidadãos, cada um com suas diferenças.
                       

                     
                       



terça-feira, 13 de maio de 2014

Meus Venenos...Minhas Doçuras.

                DOS MEUS VENENOS CUIDO EU. Viver em pais que se ostente riquezas de uns pequeno grupos. É viver com doçura e veneno na ponta da língua, manter contato com gente mentirosa é tão perigoso quanto viver ao som de suaves sutilezas.
                Nem sempre sou bem vinda, basta olhar em minhas faces que logo nota meu ar de reprovação quando me deparo com luxos exagerados. Me pergunto como se pode viver,vendo outros numa situação tão difícil, sem moradia, vendo crianças e jovens serem assassinado por culpa nenhuma, não sabe nem porque estão na vida, não sabe nem o que é a palavra vida. Sinto vergonha... Me vem um sinal de fraqueza surge de mansinho! Como quem não quer nada... logo me mostra que não sou só visionária deste circo, sou igual a todos. De repente também me vem a cabeça: Á! Não vou dar jeito mesmo nos problemas socais, quem tem que tomar conta é o governo...Ai que muita gente se engana o governo sozinho não faz nada e se ele não estar fazendo, somos nós que temos gritar,reivindicar... afinal, são nossos impostos que são descontado para ajudar as escolas, saúde, pavimentar ruas, tudo que todos já sabe... Mas! Pagar luxo de autoridades que foram escolhidos pelo o povo para nos representar é duro!
                 Ao sentir que  também estou alojado nesta vida, mesmo sabendo que o mundo atravessa uma violência sem fim, sou culpada do meu país caminhar assim de pernas abertas para fartura de uns e desgraças de outros. Sou sim! Desde que me entendo de gente vejo falar do governo, também nunca fiz nada para ajudá-lo a não ser criticá-lo como muitos contribuo...entra governo e sai governo eu estou ali na minha vidinha confortável... mesmo que apresente dificuldades, mas sempre tem uma saída. E os outros?Que não tem nada,nem amigos...Se você não tem nada, também não tem amigos, se não tem trabalhos não tem dignidade. É assim mesmo! Você pode ser uma mala sem alça, mas se tem emprego, você é estimado defeitos são raros, se alguém criticar, é um mundo de gente para defender...mesmo sabendo que você tem razão.

                O meu país não toma semancol,como vive vendo um sertão se acabando..crianças parecendo gravetos de passar fome .O pobre agricultor chora com vergonha, se achando fraco se culpando, nem nota que é vítima do descaso. Sempre vejo foto daquelas crianças africanas me dói na alma. Não preciso ir tão longe para ver miséria humana, se todos os dias vejo nossas crianças e adolescentes se afundando.
                 Meu mundo... Minha vida... é sempre uma incógnita viver sonhando que pode aparecer uma maneira de mudá-lo...Meus sonhos cultivados de um dia ganhar na mega-sena acumulada, pelos menos salvar nossas crianças sertanejas.
                   
             
     

sábado, 10 de maio de 2014

Tudo Menos Você

Sobre o que me disseram andei tensa
Sobre o que me fizeram, arrasei-me
Sobre minha luz apagaram
Sobre meus sonhos zombaram
Só não esperava você derrubar-me
Ajudando a enrolar o novelo
Senti um baque no coração
Lágrimas embaçadas
O desespero me fez superar a covardia
Segurei minhas lágrimas sorrindo
Fingi acreditar no seu cavalheirismo
Esqueceu que as faces os condena
O sangue latejava em minha cabeça
Não pude segurar meu olhar
O rosto estampava meu desgosto
Os olhos da alma denunciava minha
Agonia.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Se Transporte Com Ele

             Quando o sol brilha, brilha por completo. Não escolhe quem vai iluminar.
            Você é quem busca seu brilho, você que escolhe o horizonte a seguir. Suas nuvens é você quem abre. Todos os dias elas convidam, chama com o intenso brilho do sol.
             Quando ele vai se pondo, fica olhando bem iluminado para quem estiver vendo. O brilho é inconfundível, está dizendo: "Amanhã voltarei, vê se acorda!"
              Todas as manhãs ele entra em sua vida, solta raios. Cabe a cada um aproveitar os melhores.
               Olhos cor de violeta se misturam com o seu brilho de intensa e pura magia. É a natureza transportando tudo isso de graça, cresce a beleza interior. . .  Traz para junto tudo que pode florescer, é assim que se pega o seu brilho e transforma tudo de forma mais fácil.  
              A paixão pela natureza e a força pelo universo se transportam nesse lento clima de fauna e flora, na beleza de cada rosa. As flores do campo vem com destino certo a felicidade.
              Quando o sol brilha não escolhe João nem Maria, nem branco nem preto, não existe religião, independente de raça e país. Ele vem para todos com o mesmo brilho, a mesma intensidade de todos os dias.
              É assim que o sol beija . . .   Sua  melanina aflorando, trocando de cor, transformando em beleza o orvalho dos poros, transpire diamante na pétala dos lírios.
              Se encontre em cada manhã.

sábado, 5 de abril de 2014

Fugi dos Meus Olhos.

Deus me deu um mundo sem problemas...  Eu criei os meus problemas...
Deus me deu condições para fazer o que quisesse...  Destruí...
Deus me deu uma vida confortável... Transformei em um comando...
Deus me deu pernas saudáveis para correr o mundo...  Corri errado...
Deus me mandou amar...  Amei errado...
Deus me mandou progredir...  Regredi...
Deus me mandou ao mundo sem ninguém para atrapalhar...  Atrapalhei tudo...
Deus me deu meios para ser sempre alegre...  Eu me fiz triste...
Deus me mandou gostar sem dimensão...  Gostei  sem dimensão de quem não devia...
Deus me mandou escrever certo...  Escrevi errado...
Deus me mandou vencer...  Me tornei vencida antes de tentar e, se tentei, tentei errado...
Deus me mandou falar sempre a verdade...  Menti, achando que seria mais fácil...
Deus disse para nunca enganar...  Acabei me enganando...
Deus me mandou construir em concreto...  Fiz meu castelo de areia, que desmoronou sobre minha cabeça...
Deus me mandou ao mundo com um corpo perfeito...  Reclamei de detalhes que nem eu mesma vi...
Deus me deu uma beleza plena dos fios de cabelos aos pés...  Reclamei, chorei, vi feiura onde não tinha...
Deus me mandou plantar sementes limpas para colher frutos saudáveis...  Pouco escutei, plantei e o que colhi, mal deu para viver...
Deus me deu tudo perfeito...  Transformei tudo em difícil, eu mesma construí minhas imperfeições...
Deus me deu um universo com tudo que o ser humano precisa, fauna, flora, clima, terra fértil, tempos gordos, vida abundante...  Joguei tudo no lixo...
Deus me deu um universo inteiro...  Fui autista...  Construí  o meu mundo e me desorientei...
Ainda bem que ele teve pena de mim. Me  mandou outra chance...  Lembrei-me que o tempo passa, mas ainda sou a mesma pessoa que ele mandou ao mundo para vencer...  É tarde para o meu tempo, mais no tempo de Deus, tudo posso, pois Ele me fortalece...




sexta-feira, 4 de abril de 2014

Venha

Venha sorrindo não importa como venha
Não importa se alguém recebe
O sorriso é como amor distribui quem tem
Não adormeça seus ideais, traga sua fé . . .
Um homem sem fé, não tem sonhos e sem sonhos
Não existe esperança
É um vazio sem fim.
Você está um vivo morto. Não vegete nesse espaço
De tão belas árvores e aves, respire a beleza que a natureza
Te dar, sem te cobrar nada.
Não queira ser um vivo invisível.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Morada nas calçadas.

       Ele mora nas calçadas. Anda pelas ruas descalço, a sujeira está impregnada em seu corpo, caído pelos cantos, olhar triste, já perdeu a esperança, a pele marrom de poeira cobriu a melanina.
       A liberdade que conquistou lhe custou caro, aventuras. Quando não se pensa, pode pagar até com a própria vida. Todos os dias passava por ali e sempre via aquele mesmo homem no mesmo lugar, jogado ao canto da calçada. Um dia, ao voltar do trabalho, o vi chegando. Sentou-se no cantinho da calçada, um olhar perdido, pensativo. Ao lado uns papelões. Com certeza, aquela é a cama dele.
        Um sábado à noite chovia muito. Muitos relâmpagos, trovões. Como seria que estava ele naquele momento? Se dentro de casa o frio era insuportável, imagine para quem vagam pelas ruas. No dia seguinte sai na intenção de passar por lá...   Não é que ele estava lá, sentado em cima dos papelões? Pensei: quando voltar, lhe trago um café, pão com manteiga, alguns biscoitos. De volta parei e fui até ele. Entreguei um saquinho, um copo de café. Não me falou nada e pegou o que lhe trouxe com uma rapidez. Fiquei observando. Ele segurava com firmeza entre os dedos sujos. O saquinho limpo mostrava as unhas dele encardidas e grandes. Sentou-se, tirou o pão do saquinho e comeu com uma vontade louca. Talvez tivesse com sede também. Observei-o não por ser curiosa, mas pela coragem dele de estar sempre ali e não ter medo. Eu me perguntava: será que ele tem família?! Quando, de repente, ele freou os olhos em minha direção e fez um leve sorriso. Vi seu rosto se tornando outro. Não indaguei nada. Ele que me pediu licença e me perguntou se não estava com medo.
         Fiquei perplexa com a repentina pergunta. Sem responder, quis saber o porque da pergunta. Ele foi rápido e disse: todos tem medo de mim moça, sou um trapo humano. Era um homem agora parado em minha frente, mantendo uma distância com cuidado para não me assustar. Sua face se transformou ao saber que não estava com medo. Olhei em seus olhos tristes e vi um certo brilho. E disse-lhe: sempre passo e lhe vejo aqui. Ele, ainda com o leve sorriso, me falou: é aqui onde me estaciono, no canto desta calçada e faz tempo, moça. Me perdi pelo o mundo, meus país pensam que eu morri. Fez uma a pausa e voltou a falar novamente. Tirou um saco do bolso e colocou o copo em que tinha tomado o café e o papel. Depois amarrou outra vez na roupa. Aquilo me chamou a atenção e perguntei porque amarrou o saco em sua roupa. Ele respondeu que era para botar no lixo depois. Era apenas um homem que por um motivo qualquer perdeu seu rumo. Com um encantamento, sem nenhum traço de vulgaridade, nem perigo. E pude ouvir sua voz viva.
        Meio assustado e constrangido, disse-me:
- Muito obrigado. Vou dormir que ontem a chuva não me deixou em paz.
        Fui saindo e percebi que ele é feliz assim. E tem um encanto único, genuíno.



quinta-feira, 20 de março de 2014

Cada dia aprendendo mais

          Passando pelas ruas, escutei uma menina falando para outra que sempre quis ter um namorado que fosse danadinho, safadinho, taradinho. Pensei: será que estou entendo bem, será...  Que é isso mesmo que estou escutando? Sabe que as vezes você fala uma coisa as pessoas entendem outra. Fiquei em pé no mesmo lugar onde estávamos e elas falavam, riam e comentavam cada absurdo, que resolvi olhar para elas com um olhar de espanto. Mas fingi que não estava ouvindo e elas continuaram:
          - O maluco me beijou com uma língua áspera, parecia língua de cobra. Disse pra ele:
          - Que língua estranha esta sua!
          - Você é maluca, me falar uma asneira dessa ?
          - Foi o que senti.
          - A explicação é simples, este é o meu primeiro beijo.
          Estava curiosa, olhei para elas e sorri. Achei engraçada essa história. Ela disse que ficou muito orgulhosa, estava se sentindo uma professora de beijos. Entrei na conversa, no jogo de palavras bem sedutoras que cada uma falava. Toda semana tinha um namorado diferente, para experimentar e conhecer qualidades. Para isso estavam fazendo um tipo de teste. Não importava classe social, nada. Elas estavam curtindo. Foi o que me passaram. Foram a uma festa e beijaram quatro rapazes diferentes, uma dizia para a outra:
         - Estou pronta para ensinar a beijar e amar. Quando encontrar um namorado com as qualidades que eu quero, paro.
         - Eu já encontrei e ele é quente! - disse a outra.
         Entrei na conversa engraçada e agradável. É simples, a mensagem não é formada apenas pelo que é escutado. A mensagem resulta do encontro do que é falado. Quando você fala, utiliza conceito baseado nas suas experiências. Não era o caso das duas garotas. Experiência zero! É só pegação, azaração, ficar. O fica que sempre existiu. Na minha adolescência, quando íamos a uma festa, ficávamos e era gostoso demais. Beijar e abraçar nunca matou ninguém. Experiências, preconceitos, medos. Quem escuta o que você diz interpreta as palavras, os conceitos a partir da formação e experiência de cada um.
           O encontro dessas conversas me trouxe experiências. Produziu em mim uma mensagem distinta, de acordo com o meu ponto de vista. Acabei descobrindo que deveria ter azarado mais, curtido muito e me surpreendi que também queria um namorado bem danadinho, safadinho e taradinho.
           Não que esteja arrependida do homem absoluto de terras e mares, da ciência e da arte. O sentimento que, por meio da razão, ele tudo pode. Mesmo porque também nem tenho esse barroco indisciplinado.
       

quarta-feira, 19 de março de 2014

Meus Equívocos

                    Costuma-se dizer que quando existe amor tudo fica mais fácil, não se ver obstáculos, se inspira fácil, mobiliza aqueles que conhece verdadeiros sentimentos.
                    Sim, tem pessoas que falam demais. Algumas são bem agradáveis, simpáticas, alegram encontros. Essas são sensatas, coerentes...E aquelas que contam histórias imaginárias? Em maioria das vezes são carente, querem chamar a atenção.
                   Já aconteceu comigo, nunca admiti o fato de não ter sido criada com minha mãe  me irritavam quando na escola questionava sobre meus pais. Isto me angustiava cada um que contava uma história bonita de seus país, presente nos dias das crianças, dias das mãe era uma festa... E eu? Ficava sempre pela o escanteio, resolvi interagir e quando me perguntava sobre eles, eu mentia! Diziam que eles moravam fora do país. Mesmo assim era uma perturbação vinhas outras perguntas: ?Lá vinham mentiras novamente
                      - E o que estão fazendo fora do País?
                     - É que minha mãe foi miss e o meu pai resolveu acompanhá-la.
                     - E por que não lhe levaram?
                     - É que minha mãe sai muito e não pode tomar conta da minha educação
                     - Ela ganha bem?
                     - Muito.
                     - E por que estudas em escola pública?
                     - Não sei.
                     - Seus pais são amarrados...
                     Isto era irritante mais ainda, e o pior chateava demais, muitas perguntas, deixavam sem saída até que um dia pediram para ir em minha casa. Fiquei adiando e sempre que se tocava no assunto fugia, teve momento que não deu mais como escapar. Tive que dar uma saída a bola de neve crescia cada dia mais... Abri o jogo. Contei a verdade disse que não tinha família, nem sabia do roteiro deles, falei que fui abandonada e estava com vergonha. Foi um silêncio...
                    Dias depois uma menina me procurou e  falou com carinho, elogiou, disse-me que era uma guerreira, só ela  deu aquele apoio o restante, nem imagina o tratamento, não pelo o fato da mentira,
mas pelos planos que vinham fazendo de ir passear fora e ficar na casa da minha mãe imaginária.
                     Cometi dois erros, um pela mentira, outro pelo o fato de criar expectativas nos colegas. Mais aprendi a não me irritar, interagir com a verdade não repetir as mesma velhidades.
                     Se perguntas te irritam se não estiver com vontade de suportar basta dar uma desculpa e se retirar. A mentira é um atraso de vida seja o que for somos reféns de perguntas, cobranças e amigos só aqueles que te ver por dentro.
                   
                   
                 
       


quarta-feira, 5 de março de 2014

Carnaval das Palhas

Carnaval é uma exibição, inibição, expansão de sentimentos... Uma alegria que encobre e expande ao mesmo tempo o que cada um sente... Se afogam nessa embriaguez de pulos, gritos,  fantasias... Sempre assim. Ás máscaras estão aposto mesmo que escondam outras máscaras! Aquelas que já vivem em nosso cotidiano. Sinceramente...Como viver é uma arte, somos peças raras, para uns, para outros, nada pode representar, é assim a humanidade, é assim que cada um de nós somos. A vida é desse jeitinho... Somos o que plantamos e a colheita do dia seguinte.
Termina o carnaval e logo vem outras fantasias, as fantasias da vida real, esta não é ilusão e nossa cabeça tem que estar bem arejada, cuca fresca... Os pepinos estão aí! E não podemos correr, é claro que aqueles pulos e gritos espantaram os fantoches, logo em seguida poderemos rezar, orar, estamos na contagem da quaresma são quarenta dias entre a quarta feira de cinzas e o domingo de ramos, todo ano a mesma rotina de geração para geração. O carnaval também é uma data religiosa para os católico a terça feira é o último dia de carne na quarta de cinzas já começa o jejum da quaresma isto são dados bíblicos, os católicos acreditam até que a ressurreição ocorreu na lua cheia.
As belezas do carnaval é fantasia do ideal de cada um, é quando aflora  as criatividades, fantasias ousadas, estrambólicas, descabíveis,são designer avançados.
O coração estar a mil e como faz bem expandir esta beleza interna que nasce no eu de cada um.
Carnaval de cada ano
Carnaval da pipoca
Carnaval da palha fina
Carnaval dos beijos e abraços para quem pode
Carnaval das folhas verdes e barracões
Carnaval dos poucos, ostentações, luxos
Carnaval de pequenos grupos, alardeios
Carnaval da tristezas de uma grande massa.


  

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Salve Seus Esposos Ou maridos

Você sabe diferenciar marido e esposo? Diante das palavras do padre ou pastor... Quando eles dizem está certo de receber:  Maria das quantas como tua esposa?
- Sim- você responde logo e ansioso.
A mesma pergunta é feita para ela...Aceita receber José das quantas como teu esposo?
- Sim - só que a mulher é mais emotiva ao responder, mais romântica, melosa, dengosa, isto é bom os homens gosta de mulheres toda entregue, frágil.
Então o padre diz: Eu declaro marido e mulher.
Por que! ele não diz: Eu declaro esposo e esposa.
É...Vejo que é difícil descobrir, acredito que esposa seja um tratamento mais doce, digno, mais caliente ou melhor... Isto não quer dizer que chamá-la de minha mulher também não seja, já vi tratamento bem formal entre casais quando apresenta suas mulheres a alguém.
- Esta é minha esposa.
E quando está sozinho diz:  você é minha mulher - minha mulher no meu entender é poder de pose, minha esposa formalidade, proteção, e quando diz minha senhora, agora estão usando muito minha companheira, minha paceira.
Não sei...O que interessa é estar bem, é amar e ser amada, tratamentos não interessa.
Inovar, interagir são circunstância necessária para um bom relacionamento. Falar bem do seu marido ou esposo como queira chamar é sempre uma maneira cautelosa e carinhosa e quando ele sabe fica mais carinhoso, mais delicioso, lhe olha com olhos apetitoso com aquela vontade de fazer um amor selvagem, guardando só o momento certo, é um átomo inteligente, pimenta picante, energia escandalosa.
Ele fica cego, aprova seus deslizes e com certeza não esqueceu da pura energia, do primeiro gemido louco que talvez você só tenha vindo descobrir com ele...Amar, pensar; verdadeira vida a dois. Não vi em lugar nenhum ninguém ser feliz sozinho...Se está só reclama e chega os dias que qualquer um que chegar vai está sempre abordo, não importa o lugar, raça ou religião.
É assim mesmo... E com o restante da humanidade também, nada é diferente, nem tão desigual.
A carência pode chegar no lugar do amor e não escolher caminhos, você que faz a diferença.
Salve seu esposo ou marido ou companheiro como queira chamar, diga para ele, que ele é luz dos seus olhos, que sem ele, você não seria você, que se ele não existisse você o inventaria, mas como isto não seria possível com certeza você não existiria ou estaria só.
Encha a bola dele, maridos ou esposos ou seja como for, gosta de ser mimado. Acorde e faça massagem em seus pés, recite um verso na saída dele ao trabalho e se for trabalhar no mesmo horário, beije-lhe com a boca de café, ao encontrá-lo de novo seja uma canção para ele e se viajar a trabalho mande-lhe rosas vermelhas vista suas emoções e razões com dias saborosos, nunca caia no vício de reclamar, invista em suas conquistas e conquiste o que mais se deseja. Salve a família.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Me Senti Um Lixo

                               Me vejo como uma pessoa covarde, por não fazer nada para mudar o mundo. Não que eu iria fazer milagre. Não depende de uma só pessoa, mas, eu poderia gritar diante de tantas atrocidade que vejo passar pessoas desfavorecidas.
                               Se eu não fosse tão covarde não deixaria crianças em semáforos, elas nos assustam quando a visto ao longe a primeira coisa que faço é fechar o vidro do carro, em maioria das vezes nem está aberto, sinto que estão famintas, olhe em seu rostinho e vejo abatidos e se estiverem chorando vejo suas lágrimas, mas vou embora.
                               A noite fico pensando naquela criança e por incrível que pareça choro, choro por me sentir tão covarde, fria; de não ter coragem e convidar pessoas para se unirem e fazer alguma coisa, sou covarde de ver violência de pessoas contra pessoas e de professores em escolas. Me pergunto todos os dias o que devo fazer se nem coragem tenho de escutá-los, me sinto presa na minha aldeia de olhos bem abertos que só enxerga meu próprio umbigo.
                                Sou um cão medroso que se baixa e se urina quando se ver ameaçado pelo o dono, se fosse corajosa, forte jamais aceitaria o ser humano passar fome, nem aceitaria famílias jogadas pelas ruas. Onde estar minha solidariedade? Que como muitos falo e nada faço, ou será que minha condição de ser humano está no lixo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Lembrança da Mãe Velha.

                Cada um na sua época, quando menos se espera tudo muda ao ouvir uma canção,uma valsa...  Ouvindo uma das canções de Gigliola Cinquent, lembrando dos anos sessenta trouxe a memória a lembrança de mãe velha, era assim que se chamava nos engenhos aquelas que  ajudavam a  cuidar da casa vestia ás meninas, com vestidos cheio de laços de fitas, babados, melindrosos, o cabelo com lindas transas.
                Bons tempos, a brincadeira de roda, de balanços, o pé de jasmim, banhos de açudes, o cuidado para não se acidentar na cerca de arame farpados, o leite de cabra e da vaca de manhã cedinho, parecia festa o ano inteiro, ou melhor nem se pensava nisto, o ano saia e entravam outro nem notava-se,  falava-se nas festa de fim de ano, mas ter ideia dos acontecimentos pelo o mundo... Nunca o importante era a fartura, mesa cheia de manhã até a noite, não se conhecia dificuldades o trabalho na enxada era dos homens a colheitas das mulheres.
                E casamentos! Quando tinha era festa grande, leitões assados, carne bovina de toneladas,o arroz de festa...E as simpatias! Os nomes de cada moça daquele lugar eram colocado no vestido da noiva para ela tirar de um por um, o primeiro que fosse tirado era o próximo casamento, era muitas alegrias... Anos que não voltam nunca, eram felizes e a felicidade era por um todo.
                A vida do interior é sempre cheia de muitas histórias e estórias, estória do Jeca Tatu, Emília a boneca de pano, Visconde o sabugo de milho(sabugosa) estas estória eram contadas pela professorinha da escolinha local, Monteiro Lobato sempre foi ídolo e o bom era voltar para casa correndo de um lugar para outro, subir nós pés de mangas, tomar água nas canecas de alumínio, fazer bonequinhas de panos, os brinquedos eram inventados pela criançadas, cresciam aprendendo, criando.
                 Quando passaram a época das brincadeira, vieram os desafios, muitos foram para as cidades próximas, outros viajaram para o sul, uma vez ou outra sabíamos noticia, sempre vinha alguém com cartas contando ás vitórias e dificuldades, mesmo assim todos se formava uns em direito, matemática, medicina, as meninas casavam cedo e muitas faziam o normal para serem professoras.
                 No entanto, sempre existia o desejo de se buscar, lutar, tudo isto no sentido de ter uma vida melhor e convívio harmonioso, os valores ás formas de ser agir, á cultura de um povo sempre foi a preocupação do homem desde o começo de sua existência, a educação das crianças, os meio comunicação, usos e costumes foram passado por transformação no decorrer de vários períodos históricos, mas a educação doméstica e religiosa sempre foi e será o carro chefe da formação de um indivíduo.